terça-feira, 21 de junho de 2011

na varanda estaria muito melhor (pensei). fui buscar aquela garrafa que me tinhas trazido para uns dos nossos jantares. sentei-me no chão frio com um copo numa mão e a garrafa noutra. e pensei que naquele momento poderia ter uma noite diferente. sozinha. foi então que me apercebi de que não sabia estar sozinha. enchi o copo e bebi. já me sentia acompanhada. eram turbilhões de pensamentos. tantos, tantos, tantos e tu ias e vinhas como quem não quer ficar. percebo-te. (percebo-te porque sei que a tua paragem não é a mesma que a minha. mas sei que um dia hei de voltar. um dia tu também hás de voltar. o dia pode não ser o mesmo. mas o motivo será). volto a bebericar o vinho. a varanda é grande demais para uma só pessoa. mas hoje quero-a assim, só para mim.
Use Somebody from inti calfat on Vimeo.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

domingo, 12 de junho de 2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

portugal.

«Um dia, o mais provável é tornares-te um chato, deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e bege, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó. Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias. Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. É oficial. Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um quantos-queres ou um barco de papel. Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto. Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque 'vai-se andando' e a vida é mesmo assim. Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha. Vais ser mais triste. Nesse dia o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes.
Aqui fica uma ideia: quando esse dia chegar, não lhe fales»

quinta-feira, 9 de junho de 2011

domingo, 5 de junho de 2011

‎"o jornalista descobre-se - encontra-se e dá-se a descoberto! - no notável, segundo uma operação interior que pretende que ele decifre na actualidade um sentido que traz em si."


sou demasiado certinha, coerente, exigente, moderada, reflexiva.... e às vezes fico cansada de ser assim. mas mudar não é para todos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

sometimes.



We are all empty houses
Waiting for someone
To open the lock and set us free.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

quinta-feira, 19 de maio de 2011

"e tudo passa
mas algo fica
bom é não saber o quê"

sábado, 30 de abril de 2011

existem lugares no mundo. existem muitos lugares no mundo que eu desconheço. tenho a certeza que as viagens me fazem amar os sítios mais impossíveis e menos idênticos. mais ainda, não tenho qualquer medo em afirmar que sei qual é o meu sítio. aquele que me diz tudo o que eu quero e o que eu preciso de ouvir. aquele onde eu pertenço. esteja eu onde estiver.
Para pensar antes de se proferir algo contra os nossos jornalistas: "Como produto social, o jornalismo reproduz a sociedade em que está inserido, suas desigualdades e suas contradições."

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Optimist from Brian Thomson on Vimeo.

“When I was 5 years old, my mother always told me that happiness was the key to life. When I went to school, they asked me what I wanted to be when I grew up. I wrote down ‘happy’. They told me I didn’t understand the assignment, and I told them they didn’t understand life.” - John Lennon
"os media nem sempre têm sucesso ao dizer às pessoas o que devem pensar, mas têm sempre êxito ao dizer-lhes em que assuntos devem pensar."
só porque hoje passei um bom momento com dois assim, mas mais para o loirinho. as crianças fazem-nos ser como elas. livres de sermos quem somos sem medo de nada. amanhã quero mais, muito mais!

quarta-feira, 27 de abril de 2011

prefácio



pousei a mala no sítio do costume. as cartas continuam com o destinatário por preencher. por mais que eu saiba para quem escrevo, para quem gosto de imaginar que me leia, não... não, não, não. o livro fica sempre de base (é o meu suporte). está fechado, apesar de eu gostar que esteja aberto. mas assim dá para que seja outra pessoa a abri-lo, a participar, na história que também é minha, à sua maneira. e eu quero isso. eu gosto disso!

terça-feira, 26 de abril de 2011

são pessoas. são caminhos. não sei que pessoas quero encontrar pelo caminho. mas quero-as. diferentes.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

apercebi-me de que sou uma pessoa exigente. bom ou mau... logo se verá!
Nefelibata: adj. e s.m. e s.f. Que, ou pessoa que vive nas nuvens, cujo espírito vagueia num mundo ideal. Diz-se de, ou literato sonhador que se serve de uma linguagem de conotações imponderáveis, puramente sugestiva.

terça-feira, 19 de abril de 2011

segunda-feira, 18 de abril de 2011

"o seu desdobramento por vários nomes através dos quais se exprimiu, é uma forma de fraqueza"

terça-feira, 29 de março de 2011

Sentou-se nas escadas ao pé da porta da rua. Só o fez porque aquela casa já não tinha o mesmo sabor. Tirou do bolso do casaco um  maço de tabaco e acendeu o primeiro cigarro. De cigarro para cigarro ia passando de memória em memória. Aquelas que perduram sempre, mesmo quando as tentamos expulsar. E os cigarros não resolvem. Apagou o cigarro com a sola do sapato. Com força. Talvez com raiva. Mesmo sentado conseguia deambular sem saber onde pertencia. "era um uisque, por favor", era a única frase que lhe apetecia dizer. E depois do primeiro, deixou de estar só, naquela solidão assustadora, à porta da casa cuja chave já não entrava na fechadura. Simplesmente não podia.

domingo, 27 de março de 2011

"as memórias ajudam-nos a viver", Artur Agostinho.


às vezes é mesmo melhor não nos lembrarmos...

sábado, 26 de março de 2011



"Ter saudades é saudável. Até das coisas más."

quinta-feira, 24 de março de 2011

Dedico ao sabor do vento


Música: Ricardo Sotna e Gil do Carmo
Letra: Miguel A. Majer

Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele

Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante

Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão

Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado

Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente

Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado

Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso

Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente

Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido

Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez

Ha amor de certezas
Que nao trará dor
Amor que afinal
amor,
Sem amor

O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
É acabar de maneira igual
E recomecar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre...
eu não percebo de política, mas interesso-me.
quero fazer outra viagem pelo mundo. aceitam-se sugestões para companhia e para destinos. obrigada.

terça-feira, 22 de março de 2011

hoje apetecia-me ser outra pessoa...

segunda-feira, 21 de março de 2011

quando tentamos encontrar aquilo que procuramos, essa coisa nunca chega a nós, ou então chega de forma errada. e mesmo que saibamos que só se deixarmos de querer tanto, é que conseguimos chegar lá. simplesmente não conseguimos desistir e continuamos a procurar.

quarta-feira, 16 de março de 2011

"eu não era a mais bonita, não era a mais talentosa, só queria aquilo mais do que qualquer outra pessoa"
o termo objectividade é demasiado subjectivo.

segunda-feira, 14 de março de 2011


Fujo. Mas fico no mesmo lugar.
às vezes fazemos coisas e arrependemo-nos... às vezes tem mesmo de ser.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Caravana

Lá vamos nós pela estrada. Comprei pão para fazer torradas. Tu trouxeste o vinho para bebermos ao jantar. Carreguei no botão do rádio enquanto tu punha as primeiras mudanças. Arrancamos rumo ao desconhecido, na tentativa de nos descobrirmos a nós próprios. Aumentei o volume e comecei a cantarolar. Sorriste para mim e também entraste na onda. Demos por nós a rir da nossa figura. Estávamos felizes. Com uma mão direccionavas o volante, com a outra deste-me uma festinha no cabelo. Perguntaste-me se estava bem. (como não poderia estar? Tínhamos partido para a aventura, só eu e tu). Respondi-te com um beijinho no nariz. Continuamos estrada fora até encontrarmos um sítio bonito para ver o pôr do sol. Tirei-te a primeira fotografia de muitas. Foste buscar o vinho. Eu fui buscar os copos. E tu desenrolaste a nossa manta de muitos momentos. Sentámos-nos e brindámos. (a nós, à nossa maneira de sentir a vida). Escrevemos as primeiras palavras durante horas a fio. E vamos repetindo...
(sinto que já fiz esta viagem mais do que uma vez).
a realidade é que só escrevemos quando estamos ou muito tristes, ou muito felizes. não sei como estou.

vício


Tinha saudades do caderno.
estou com medo de não me conseguir encontrar no meio de tantos fonemas, tantas letras, tantas palavras, tantas frases, tantos textos... onde pára a minha identidade? onde estão aquelas marcas em que me irei encontrar sempre? (eu e tu. é por isso que rendo às palavras.)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dance with me


Vamos?
Deste-me um beijinho e pegámos nas bicicletas. Sempre nos divertimos nos nossos passeios pela cidade. Víamos novas caras, sentíamos novos cheiros, provávamos o sabor da nossa companhia.
Vem ver o rio!
Eras incrível. Sabias o quanto amava o rio. Ficámos ali. Olhámos para ele durante horas.
Aproxima-te. Sente. Vem comigo.
Pediste-me e eu deixei-me levar. Abraçaste-me enquanto a chuva caia. Sorríamos um para o outro como era habitual.
Dançamos?
Encostaste-te a mim e segredaste. A ponte era o nosso palco. O rio o nosso tango. O vento os nossos efeitos especiais. E a chuva... a chuva era a prova de que tudo era real.

Levaste-me a passear. Mas está escrito no passado. Foi real?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"mudar não é para todos"

domingo, 14 de novembro de 2010

‎"Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar"

sábado, 13 de novembro de 2010

‎"Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias...
Correram cortinas por dentro de todas as hipóteses que eu poderia ver na rua."

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz?"

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Há pessoas que não gostam de mim e há pessoas que gostam de mim. Eu estou para o mundo e gosto dele assim.

domingo, 10 de outubro de 2010



Eu ainda tenho tempo para dizer o quanto gosto dos meus pais!
Páginas.
Imaginem a correria do mundo. Imaginem a pouca atenção que temos para com o outro. Imaginem os poucos sorrisos que fazemos. Imaginem a pouca alegria que demonstramos. Imaginem o pouco carinho que damos. Imaginem o pouco que aproveitamos... Agora que já imaginaram tudo isso, percebem que são muito poucos aqueles que não o conseguem imaginar porque não são assim. E ele não era! E ele é o meu tio Max.
Cada um tem um lugar específico no nosso coração. Eu sei que estás no coração de muitas pessoas por aquilo que eras na tua simplicidade. A vida são momentos e acredito que o tenhas ensinado a todos aqueles que se cruzaram contigo. Era uma maneira de estar na vida de forma muito peculiar: carinho, amizade, aventura, curiosidade, boa onda, aprendizagem, arte!
Palavras? Palavras já estão gastas como diria Eugénio de Andrade. Palavras só para me reconfortar a mim mesma por não poder passar mais momentos contigo. Vou ter saudades do teu sorriso e da alegria que transportavas incondicionalmente. Vou ter saudades da tua curiosidade de conhecer bem o outro. Vou ter saudades das tuas brincadeiras. Vou ter saudades das tuas festinhas e dos teus beijinhos. Vou ter saudades dos elogios que me fazias melhor que ninguém. Vou ter muitas saudades tuas.
Lembro-me da última "fotografia" que te tirei e de pensar que seria a última. Custou-me ver-te partir, mas custou-me ainda mais ver-te sofrer. Onde quer que estejas, estarás sempre no meu coração para alegrares o meu dia-a-dia e fazeres-me ver que a vida é muito mais do que uma simples vida. É a construção que fazemos do nosso caminho e ainda bem que fizeste parte do meu.
Sempre que sentir pressão no meu caminho, na minha vida, vou beber um fino e pensar no que um dia disseste: "Pressão? Pressão só nos finos!" Eras assim... um beijinho.

sábado, 5 de junho de 2010

A verdade é que só nos importamos com os outros, quando acreditamos que eles ainda têm algo para nos dar...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

Tenho medo de perder a imaginação. Tudo deixará de fazer sentido...

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Mundo encantado da fantasia * Paris

Disneyland

A família completa


Torre Eiffel


Arco do Triunfo



sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

escstunis

Um pedacinho que me faltava para preencher o meu coração!
É com orgulho que me sinto nesta nova casa, nesta nova família. Neste turbilhão de sentimentos que crescem a cada instante, penso que na melodia da minha vida faltavam os sons únicos da escstunis para orientarem o meu caminho.
À Ju (por aquilo que és e pela dedicação e amor que mostras) agradeço seres a minha madrinha!

sábado, 2 de janeiro de 2010

Só por hoje

Uma vez, disseram-me que os artistas, em geral, eram diferentes. Talvez malucos, talvez com uma sensibilidade para além da normal, talvez com uma vontade de mostrar outros pontos e elementos da vida. É tudo uma suposição.
Se um músico não pode viver sem o som, se um pintor não pode viver sem o pincel, se um escritor não pode viver sem palavras e se só assim são felizes, mostrando "objectos" difíceis de compreender, porquê arranjar um motivo?
A verdade é que momentos de tristeza e nostalgia podem trazer à inspiração uma avalanche de emoções que desinibem os pensamentos. A verdade é que hoje é um dia para ser artista e partilhar com as palavras a música do meu coração...

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

As primeiras férias no meio do Atlântico

Santa Maria.
Foi esta a minha primeira tentação na chegada. Ainda não tinha os pés na terra e já sentia a minha presença em Santa Maria. Olhar pela janela e ter a certeza que me aproximava da minha maravilhosa ilha foi como ter o mundo inteiro nas minhas mãos.

Mar.
A minha praia formosa que nem num dia de chuva e frio me deixou de surpreender. Tinha saudades, sobretudo, do cheiro intenso do mar, do salitro, do barulho das ondas a rebentar, da encontas preenchida de cores que mudam consoante o tempo... Foi um momento harmonioso de paz interior e satisfação pessoal.

Família.
Ninguém imgania o quão bom é reunir estes reguilas todos dentro da carroça do Pai Natal. Enche a alma e o coração. Crescidos, bonitos e sempre traquinas são alguns dos elementos da minha família gigante de quem tinha imensas saudades.
Natal.
A todos desejo o melhor Natal de sempre. Espero que o passem com as pessoas de quem mais gostam e partilhem com elas todo o amor que têm para dar, pois só assim faz sentido comemorarem esta época natalícia. O meu vai ser belíssimo!!!

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sentimentos


A música intimida-me e o pôr do Sol abraça-me. São duas realidades do meu mundo, na sua totalidade.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

"Vou livre para onde vou, mas para onde vou nada existe"

domingo, 25 de outubro de 2009

O frio já começa a dar sinais da sua presença. Imagino-me com um casaco bem quente, luvas e gorro a passear pela Baixa a sentir aquele frio de Inverno por baixo das luzes de Natal. É a esta imaginação que chamo viver incondicionalmente de todas as formas.
Aqui em casa ouve-se música e sonha-se. Que bom é sentirmo-nos em casa num conforto tão próprio que nos proporciona os melhores prazeres da vida. É um misto de sensações indescritíveis, mas vividas intensamente.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009


Eu e o Beiças sentimo-nos em casa. É bom quando assim é.

sábado, 3 de outubro de 2009

Mar, metade da minha alma é feita de maresia

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Partida



Agora é o tempo de pensar nas malas: grandes, compridas, coloridas, leves, pesadas, com rodas, sem rodas... nada disto interessa, quero o conteúdo, isso sim interessa!
Nesta preparação para a nova vida, não sei aquilo que devo levar. Não falo de materiais, não falo de coisas que não passam de simples coisas. Falo antes de mim, das minhas vivencias, memórias, aprendizagens e recordações. Apesar de seguirmos o nosso caminho, dia após dia, noutros rumos, não nos podemos esquecer daquilo que já passou, daquilo que fomos, do que deixamos.
A viagem é longa, mas acredito que as minhas malas de todas as cores e feitios irão conseguir transportar tudo aquilo que a vida me deu e me ensinou, deixando sempre um espaço para guardar aquilo que irei encontrar agora.
Para esta formosa e fantástica ilha, um beijo de saudade e nostalgia. Em Dezembro voltarei para abraçar o meu recanto!

domingo, 6 de setembro de 2009

2351m









Para terminar o Verão em grande, nós (Inês, Isabel e Helenita) partimos à descoberta de um novo mundo! O sonho sonhado e imaginado levou-nos a subir o ponto mais alto de Portugal. Aos 2351m de altitude, tanto vimos o pôr como o nascer do sol. As cores, as emoções, o nervoso, as sensações são indescritiveis. Chegar ao topo e sentirmo-nos bem por termos conseguido e tão insignificantes num mundo onde cada dia pode ser mais uma descoberta, mais uma aventura, mais uma emoção.
A ilha do Pico está envolvida numa magia que nem eu consigo descrever. As pessoas, as paisagens, o clima fez-nos viver uns dias plenos de turístas de mapa na mão em busca do melhor que o Pico tinha para nos dar.
Fiquem com estes momentos. Eu ficaria mesmo por lá...

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Recanto


Este é o meu local de eleição. É por aqui que ando. Espero cá voltar sempre que me for possível. O mar, o céu, a areia, as montanhas, o sol, a lua, as estrelas, a brisa, o vento, as pessoas, o crepúsculo, as cores, as vivências, o lar, os sorrisos, a liberdade, as recordações, as emoções,a nostalgia... a grande nostalgia!

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Migas


É a minha companheira de Verão, destas últimas semanas. Ladra à minha chegada, pula de alegria, passeia comigo, vamos ver o mar, conversamos, dá-me lambidelas na cara... tão bom!

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Não me esqueço do recado
Nem de um gesto ocasional

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Encontros


Ela olhava para mim. Os seus olhos claros brilhavam. Aquele tom azulado metia-me medo. Via de longe. Abandonada. Sozinha. Tal como vemos o horizonte e queremos chegar a ele, eu queria chegar a ti. Mas não sabia. Estavas ali, lá, além. Escondias-te em ti mesma. Pensei em libertar-te. Acelerei o passo. Aproximei-me. Com calma. Encolheste-te. Agarraste-te em ti própria. Estavas com medo de te libertares. Analisei o teu rosto coberto. Contemplei os traços do teu corpo. Ali estava ela. Que náusea. Que angústia. Baixei-me. Ficámos frente a frente. Continuavas frágil. Olhei-te. Derreti-me com a tua disponibilidade. Quis tirar-te o pano que te envolvia a face. Não tive coragem. Ias ficar ferida. Eu não queria isso para ti. Sorriste delicadamente pela primeira vez. Senti-me correspondido. Não quis incomodar-te mais. Levantei-me. Com ternura encarei o que me transparecias. Continuei a linha da minha vida. Ao caminhar apeteceu-me olhar para trás. Ver-te mais uma vez. Quando o fiz já não estavas lá. Hoje deixo as minhas pegadas. O vento levar-nos-á a um próximo encontro.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Barco de remos

Era demanhã cedo. Quando abri a janela senti um calor intenso. O primeiro pensamento foi sair do palheiro. O campo estava ainda mais verde. Eu via um contraste de cores (verde, castanho, azul) que se completavam. O sol estava lá em cima. O vento não se fazia sentir. Desci duas escadas do alpendre. Sentei-me na minha bicicleta antiga, com duas rodas gigantes, um sininho e um cestinho. A minha túnica verde, amarela, laranja, violeta e azul dava-me vida. Comecei a pedalar sem destino. Ao longe pareceu-me ver um lago. Aproximei-me. Era gigante. Encostei a bicicleta a uma árvore. Sentei-me à beira do lago e descalcei os meus sapatos de menina. Olhei para a água e apercebi-me do meu reflexo. Os meus olhos brilhavam. A minha boca parecia frágil. Os cabelos estavam delicados e caiam-me pelo rosto. Estava com uma expressão harmoniosa. Ri-me imenso de me ver a mim mesma. A minha mão apagou essa emoção. Levantei-me. Chapenhei ao longo do lago. Corri iluminada pelo sol e às gargalhadas. De cansaço atirei-me para a relva fofinha. Quando ergui a cabeça vi um barco de remos ao fundo. Estava lá um rapaz e vinha na minha direccção. Fui ao cestinho da bicicleta e tirei a minha máquina fotográfica. Tirei-lhe uma fotografia de longe. Depois, mais de perto. E mais perto ainda. Ele sorria para mim. Convidou-me a entrar para o barco. Entrei sem falar. A seguir, perguntei: "podes ensinar-me a remar?". Ele aproximou-se de mim e ensinou-me. Dei uma gargalhada. Ele olhou-me nos olhos. Tive um arrepiu. Ele voltou a sorrir. Levantei-me no barco. Quis aproveitar aquele momento de liberdade. Ele puxou a minha túnica para si. Caímos na água. Os corpos estavam molhados. Aproximei-me. Ficamos ali a olhar um para o outro a centímetros de distância. Olhávamos com os olhos, com o nariz, com a boca, com os ouvidos, com as mãos, com todos os sentidos. Uma emoção sentida para todo o sempre. Um olhar de prazer...

terça-feira, 23 de junho de 2009

As sensações são os detalhes que constroem a história da nossa vida

Oscar Wilde

domingo, 21 de junho de 2009

Ao longe



Ao longe descobri que conseguia ver melhor do que ao perto.
Ao longe encontrei um significado para as coisas.
Ao longe senti uma grande paz interior.
Ao longe reconheci todo o mundo.
Ao longe analisei os porquês dos elementos que nos rodeiam.
Ao longe a Natureza parecia ser rainha.
Ao longe acreditei que eu também poderia ser um horizonte.
Ao longe a matéria deixou de me interessar.
Ao longe dei valor ao sentimento espiritual.
Ao longe criei uma visão simplista, mas harmoniosa.
Ao longe amei as coisas na sua essência.
Ao longe as verdadeiras paixões permaneceram.
Ao longe entreguei-me, a mim, às emoções, às sensações, aos pensamenos, às reflexões...

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Era uma vez...


Faz-me lembrar a infância. Dava para me inspirar num conto para crianças!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Eugénio de Andrade, Mar de Setembro

Eros

Nunca o Verão se demorara
assim nos lábios
e na água
- como podíamos morrer,
tão próximos
e nus e inocentes?

quinta-feira, 11 de junho de 2009

A vida é um sonho que se vive através de pensamentos imaginativos e cheios de cor. Tudo isto porque existe uma vontade dentro de nós que, inconscientemente, vai brincando com os momentos e com os pensamentos. Sem nos apercebermos aquilo que nos parece ser ilusão é a realidade. Uma realidade vivida intensamente mesmo que seja ilusão. Tudo é tudo. Nada é nada. No fim não resta nada, mas temos tudo. Pelo menos acreditarei que o nada e tudo se complementam sem contradições que nos fazem sofrer. Do nada eu retiro o tudo. Do tudo eu escolho o nada. Dá certo!

sábado, 23 de maio de 2009

Imagine


Já sinto o cheiro, já sinto o desejo de voar e sonhar outra vez...

domingo, 3 de maio de 2009

Um sonho realizado... uma mensagem na garrafa!


I love nature's power and magic of a mensage in the bottle... For now, forever, just love, just restart!

domingo, 12 de abril de 2009

Pé ante pé.
Um arrepiu por dentro.
Cabelos ao vento.
Viver loucamente.
A vida de loucuras.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Aiii... e existem aqueles dias em que nos apatece fazer tudo e nada...

Ponho o gira discos a rodar e fico somente a pensar que nós não passamos disto e daquilo, que somos o espelho daquilo que queríamos ser e pensamos não o ser, que isto e que aquilo, que confusão!

Afinal?

O melhor de tudo, é mesmo dizer, pensar e fazer tolices. Olhar o mundo e sorrir!

Patapum

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Só quero um livro na mesinha de cabeceira

Entrar no quarto. Apagar todas as luzes. Guardar uma vela que ilumina. Deixar a roupa deslizar pelo corpo até cair levemente. Enfrentar a nudez harmoniosa. Olhar pelo canto da janela. Ouvir a Lua a segredar. Sentir a energia das estrelas. Observar as cortinas a tremer. Deitei-me em cima dos cobertores. Imaginei a pintura gravada na parede à minha frente. Liguei a aparelhagem. Suavemente fui ouvindo o ritmo que me envolvia. Rasguei o ar com brutalidade. Apareceste. As mãos falaram por si, num só toque. Abraçamo-nos no colchão. Desviaste-me o cabelo. Pintaste a minha personalidade e sorriste. Dei-te um beijo. Percebi que aquele tinha sido o nosso momento. Deitamo-nos de mansinho. Muito próximos. Muito cúmplices. Sentimos o virar de uma página. Ficamos ali. Simplesmente. A vela desvaneceu.

Ter um livro na mesinha de cabeceira, qualquer um o pode ter. Saber lê-lo, não é para todos. Ir virando as páginas tranquilamente é difícil, mas assim se aprende a viver.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Só quero um café quente pela manhã

Acordar e sentir o calor de alguém. Abrir a janela e deixar-me ficar a sentir a brisa. Um pássaro há-de pousar e cantar, uma folha há-de cair no rebuliço. Descalça e com pés de cinderela, percorro a casa. Sento-me no jardim na cadeira de embalar. Sinto a Natureza e a paz envolvente ao contemplar o lago que fica à minha frente. (Nada. Ninguém. Só eu e os meus desejos). Entro em casa e acendo a lareira. Deito-me no chão com o lápis e papel. De relance a presença de um ser é sentida. Os meus cabelos deslizam pelas costas enquanto brinco aos sorrisos. O olhar faz o pedido para que fique ali bem perto. O convite está feito. Ficamos os dois ali. Simplesmente a viver. Simplesmente a imaginar. Simplesmente a sonhar. Não queremos saber porquê. Só queremos abraçar a madrugada e deixarmo-nos levar.

Cada um de nós tem um pacote de açúcar para desfrutar. Fará mal? Não podemos ter medo de experimentar algo novo no nosso café da manhã. Viver, somente viver!
quero voar
pedir ao céu
o sopro de uma canção

suave e leve
como anoitecer

estrelas que sussuram
enquanto a lua me conta como está
ou quer estar
e não está

escuto o silêncio da conversa
como é bom velejar pela noite dentro
com um amante
a minha eterna e fiel companhia

envolvida no vazio dos pensamentos
singela e doce vida
abraçada amanhã...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

quero imaginar que sou o que digo
e a minha mente brilharia
como as estrelas do céu.

mas as estrelas já não brilham
e eu não sei quem sou.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Olhar para o infinito e deixarmo-nos sorrir. A quem não aconteceu isso? É belo. É delicado. É simples. É humano.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Just Perfect

Tenho mais pena dos que sonham o provável, o legítimo e o próximo, do que dos que devaneiam sobre o longínquo e o estranho. Os que sonham grandemente, ou são doidos e acreditam no que sonham e são felizes, ou são devaneadores simples, para quem o devaneio é uma música da alma, que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o possível tem a possibilidade real da verdadeira desilusão. Não me pode pesar muito o ter deixado de ser imperador romano, mas pode doer-me o nunca ter sequer falado à costureira que, cerca da nove horas, volta sempre a esquina da direita. O sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a própria vida e delega nela a sua solução. Um vive exclusivo e independente; o outro submisso das contingências do que acontece.

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'

domingo, 11 de janeiro de 2009

Uma caixa de desejos que tenho guardada dentro de mim

Acordar e sorrir. Abanar os cabelos molhados. Dar uma cambalhota. Pôr o rádio no máximo. Cantar espontaneamente. Fazer caretas. Pular em cima da cama. Dar um beijão. Dizer adeus a alguém que passa. Ficar de janela. Tomar um banho quente com espuma. Deitar ao pé da lareira. Viajar em sonhos. Comer gelatina e lamber os dedos. Derramar um balde de água por cima de nós próprios. Olhar ao espelho. Embalar um bébé. Mamar no dedo. Chorar de alegria. Dar um abraço. Contar uma história. Cheirar uma flor. Dar um mergulho no mar. Escrever na areia. Passear o cão. Imitar os pássaros a voar. Caminhar de mão dada. Colher uma laranja. Beber chá de canela. Puxar os cabelos. Comer gelado. Apontar o secador para alguém. Tirar fotografias. Ver o pôr do Sol. Sentir o Vento. Contemplar as estrelas. Falar com a lua. Escrever uma canção. Olhar nos olhos de alguém. Falar no silêncio. Guardar um segredo. Pintar uma parede às cores. Experimentar a liberdade de viver.

Esta é a sensação de que sermos loucos é completamente gratificante.
Mistério de caminhar sem saber para onde vou...

sábado, 10 de janeiro de 2009

O meu poema

Um sorriso meigo acalma-me o espírito. Por isso, passo a vida a sorrir. Não me importo de transmitir um acto de ternura e fazer estremecer a interioridade de alguém.

Vou passeando e transportando uma calma que me permite disfrutar de todas as sensações que os meus sentidos captam. Os ouvidos ouvem o som da Natureza. O nariz cheira a sua frescura. Os olhos vêem o que o coração sente. As mãos imaginam a beleza de um carinho. A boca saboreia as palavras pensadas.

Envolvo-me num abraço imaginário que me dá tudo o que consigo receber. Fico parada para poder apreciá-lo e memorizá-lo para sempre recordar. Sonho perdidamente e sem qualquer limite.

Não sei escrever poesia, mas este é o meu poema!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Fernando Pessoa

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Pensei que eram minhas estas palavras...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

podes fechar os olhos
recolher o diário
a respiração íntima das pequenas coisas
e não escrever mais nada
podes fingir que está a chover
para não ter de escutar
o peso do chão
podes até desistir de revelar a próxima estação
o próximo mistério azul da noite
que a viagem ainda tem muito que dizer
e é ela que te promete a poesia
cada vez que tomas o silêncio
pela asa mais delicada
Daniel Gonçalves

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pintura

Sentei-me. Ergui-me. Sorri. Senti a briza. Os olhos viam o que a mente imaginava. Os ouvidos ouviam uma melancolia imperfeita. A boca palrava o que o meu interior sentia.

Isto é a descrição de um quadro imaginário onde eu quero ser a personagem principal. Nesta tela estão representados os meus pensamentos, os meus desejos e ânsias. Para além disso, a minha história é evidente, porque a minha expressão transmite o que foi vivido.
As cores presentes são simples. O verde, o azul, o castanho e o branco, apesar de não serem as cores do meu coração, são as cores da minha vida. Nelas toda a magnificiência é transportada, pois com elas me encontro num mundo onde a calmaria reina sobre tudo e todos. Aí enrosco-me numa Natureza única.

Levantei-me. Corri desesperadamente. Ri com uma vontade enorme. Brilhei no meio do nada. Percorri o imaginário. Encontrei-me. Todos os sentidos estavam sincronizados. Manifestei o que sou... Um quadro onde a minha história pode ser adaptada mil e uma vezes, desde que seja apreciada sempre!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

As palavras são o reflexo da nossa alma e mesmo que, por vezes, não consigamos falar, elas flutuam e chegam ao destino, falando no silêncio. Esse é o maior poder delas. Um poder tão autêntico, tão diferente e singelo.
Por isso falo no silêncio. Devagar, devagarinho...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Carrossel


Quando ela era criança, andava todos os dias de carrossel. Todos os dias, num lugar diferente, com um sorriso diferente.

Interioridade

E roda e gira e gira e roda. Sem nos apercebermos tudo se torna num ciclo vicioso, daqueles que não têm fim. Cada coisa da nossa vida puxa outra e assim sucessivamente. Os momentos são tão iguais, mas tão diferentes. Nunca sabemos, mas será que queremos saber?
O mundo é bonito. As oportunidades são a forma que o mundo tem de nos permitir ser felizes. Às vezes não nos apercebemos e lá se foi mais um sorriso. Saber olhar, saber sentir, basta saber e depois o instinto faz o resto.
Não procurem, encontrem. O grande problema aparece quando não sabemos esperar para encontram o que falta. Tudo é um puzzle, mas neste puzzle as peças são adquiridas muito lentamente e com alguma sabedoria. Os que não fazem da vida um jogo para acabar de completar as peças, são os que desfrutam dos diferentes moldes de a saberem montar e juntar ao resto das outras. Todas têm a sua especificidade, necessitam de atenções diferentes, mais ou menos delicadeza, mais ou menos rapidez, mas todas são o meio para se atingir o fim. Quando esse fim chegar, a plenitude reinará e nós gritamos no silêncio tudo o que não se consegue ouvir, mas sentir.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

As vezes sentimo-nos perdidos em nós próprios, isto porque olhamos para o que nos rodeia e não nos identificamos com nada. Lá vamos nós procurar um ponto comum, algo que falta, algo que dê sabor aos momentos. Assim, perdemo-nos dentro de nós, devido a busca do não sei quê, não sei onde nem para quê.

sábado, 31 de maio de 2008

A vida é um direito e não uma obrigação...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A magia das sensações


Existem sensações que nos marcam para sempre. Os sentimentos que nos guiam perduram durante alguns tempos e marcam a sua diferença.
Sinto-me realmente livre! Tenho a alma purificada e é tão bom.
A Natureza sou eu. Apercebi-me do quão importante ela é na minha vida. Azul, verde e castanho... mas que bela combinação! O vento a deambular sobre mim, a brisa do mar a invadir-me, o sol a iluminar-me, as plantas a acompanhar-me e os animais a sorrirem-me tornam-me distante daquela multidão em que não me quero tornar e fazem-me ser invisivel e feliz (uma combinação pouco provável, pensava eu).
Cada vez mais, tenho necessidade de refugiar-me em locais naturais. Apetece-me explorá-los, porque sei que me encontrarei como outro ser, como alguém que não me conhecia e isso faz-me pensar. Mais uma caminhada vou percorrendo com o intuito de entrar em novos mundos e deixar-me perder naquilo que realmente sou. O meu silêncio fala comigo e arrepia-me, faz-me avisos e dá-me conselhos sem que eu tenha necessidade de os pedir.
Esta capacidade de me encontrar, também me faz sentir perdida. Perdida no meio de valores que giram sobre mim e me fazem acreditar que tudo na vida tem o seu brilho, a sua magnificiência e fantasia.
Às vezes sonho acordada e deixo-me levar por esses desejos que me levam para um mundo da fantasia onde tudo é perfeito. A perfeição realmente existe, mas só se não formos muito perfeitos para a tentarmos encontrá-la. Não, não é difícil de compreender. Devemos valorizar as coisas simples e aquilo que nos rodeia e nunca tornarmo-nos seres simplórios e futeis. O que está ao nosso alcance é o que merecemos, é a nossa vida. Tudo é perfeito se assim quisermos que seja! :)



segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Agradeço à palavras
e à imaginação por
me darem o prazer
de recordar aquilo
que o coração ainda sente ...

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Tradução do horizonte


Como é bom olhar para o horizonte e perceber que não existem limites, mas que nós próprios criamos os nossos próprios limites. Como é bom olhá-lo vezes sem conta, mas em cada uma dessas vezes com um olhar diferente. Porquê? Porque crescemos e aprendemos que o que será amanhã, é hoje e foi ontem.
A vida não é uma eternidade, mas tudo é eterno na vida. E volto a afirmar convicta que tudo é eterno na vida. O nosso passado, um dia, foi presente e o nosso presente é sempre convertido em futuro em função do passado. Reflictam um pouco na vossa vida e logo perceberão que o que foi, ou volta a ser, ou condiciona o que será e, por isso, as nossas velharias acabam por rejuvenescer sempre que temos decisões a tomar.
Tudo isto porque percebi que nada é impossível na vida. Assim que criamos os nossos limites deixamos de sonhar alto e, consequentemente, deixamos que a felicidade se submeta à nossa ignorância. Não o façam! Que todos nós continuemos a sonhar e a olhar em frente.

Tenho dito, Helenita.

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Renovação do meu espírito através do mergulho da minha vida

O mar é a minha vida.
Cada onda representa um sonho...
Cada mergulho uma concretização.

Em cada maré algo de novo vem dar à costa
e acontece algo inesquecivel na minha vida.

O mar é mesmo a minha vida.
Já me fez chorar e rir,
já me deu e tirou,
já me matou e ressuscitou.

Já me fez de tudo, já me proporcionou tudo!


Tenho dito, Helenita.