quinta-feira, 15 de setembro de 2011
you are an explorer
"Your mission is to document and observe the world around you as if you've never seen it before. Take notes. Collect things you find on your travels. Document your findings. Notice patterns. Copy trace. Focus on one thing at a time. Record what you are drawn to."
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Nem tudo tem um sabor especial. Aquilo que o tem só assim é porque partilhámos algo de especial com isso. Quer seja uma pessoa, um livro, uma música, um recanto, um lugar. São Lourenço era um desses lugares. A baía mais bonita de Santa Maria. A baía mais bonita da minha experiência partilhada. Hoje fiquei nostálgica. Esse lugar deixou de ser aquele lugar. Foi com um olhar triste que dei por mim no meio de covas, buracos nas estrada, um imenso betão, uma praia sem areia (e sem qualquer possibilidade de voltar a ter), terra e pó por todo o lado. Não sou engenheira (é verdade) mas senti uma tristeza profunda e prometi a mim mesma não voltar em breve a São Lourenço. Aguardo, sinceramente, o fim destas fantásticas obras deste magnífico projecto para poder opinar. Mas o meu lugar nunca mais voltará a ser o mesmo. E ninguém faz nada para preservar o melhor que a natureza nos dá.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
(as transmutações)
Escultura: objecto.
Objectos para a criação de espaço. Espelhos para a criação de imagens. Pessoas para a criação de silêncio.
Objectos para a criação de espelhos para a criação de pessoas para a criação de espaço para a criação de imagens para a criação de silêncio.
Objectos para a criação de silêncio.
in Photomaton & vox - Herberto Helder
Objectos para a criação de espaço. Espelhos para a criação de imagens. Pessoas para a criação de silêncio.
Objectos para a criação de espelhos para a criação de pessoas para a criação de espaço para a criação de imagens para a criação de silêncio.
Objectos para a criação de silêncio.
in Photomaton & vox - Herberto Helder
Gemini
A mulher de Gêmeos
Não sabe o que querMas tirante isso
É uma boa mulher.
A mulher de gêmeos
Não sabe o que diz
Mas tirante isso
Faz o homem feliz.
A mulher de gêmeos
Não sabe o que faz
Mas por isso mesmo
É boa demais…
[Vinícius de Moraes]
terça-feira, 23 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
segunda-feira, 25 de julho de 2011
sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
chego cansada. saio do carro e tiro a chaves da mala. abro a porta e entro em casa. nada mudou. está tudo no mesmo sítio. e sinto um cheiro que me conforta e me diz que este é o meu abrigo (aconteça o que acontecer). acontece todos os dias. saídas e entradas. e é sempre tudo da mesma forma. rotina, quotidiano. falta de um desafio ou outro. falta de coragem para mudar. sempre foi mais fácil deixar tudo como está. o que é diferente assusta-nos. muito. e é então que percebemos que nos deixámos ficar pela mesma porta e que afinal só usámos uma chave. mas são tantas as que carregamos no nosso porta-chaves. tantas fechaduras que ficaram por descobrir...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP
Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP
A abordagem podia ter sido diferente. Santa Maria podia ter sido explorada de outra forma. Mas aqui fica!
terça-feira, 21 de junho de 2011
na varanda estaria muito melhor (pensei). fui buscar aquela garrafa que me tinhas trazido para uns dos nossos jantares. sentei-me no chão frio com um copo numa mão e a garrafa noutra. e pensei que naquele momento poderia ter uma noite diferente. sozinha. foi então que me apercebi de que não sabia estar sozinha. enchi o copo e bebi. já me sentia acompanhada. eram turbilhões de pensamentos. tantos, tantos, tantos e tu ias e vinhas como quem não quer ficar. percebo-te. (percebo-te porque sei que a tua paragem não é a mesma que a minha. mas sei que um dia hei de voltar. um dia tu também hás de voltar. o dia pode não ser o mesmo. mas o motivo será). volto a bebericar o vinho. a varanda é grande demais para uma só pessoa. mas hoje quero-a assim, só para mim.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
«Um dia, o mais provável é tornares-te um chato, deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e bege, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó. Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias. Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. É oficial. Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um quantos-queres ou um barco de papel. Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto. Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque 'vai-se andando' e a vida é mesmo assim. Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha. Vais ser mais triste. Nesse dia o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes.
Aqui fica uma ideia: quando esse dia chegar, não lhe fales»
quinta-feira, 9 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
sábado, 30 de abril de 2011
existem lugares no mundo. existem muitos lugares no mundo que eu desconheço. tenho a certeza que as viagens me fazem amar os sítios mais impossíveis e menos idênticos. mais ainda, não tenho qualquer medo em afirmar que sei qual é o meu sítio. aquele que me diz tudo o que eu quero e o que eu preciso de ouvir. aquele onde eu pertenço. esteja eu onde estiver.
quinta-feira, 28 de abril de 2011
quarta-feira, 27 de abril de 2011
prefácio
pousei a mala no sítio do costume. as cartas continuam com o destinatário por preencher. por mais que eu saiba para quem escrevo, para quem gosto de imaginar que me leia, não... não, não, não. o livro fica sempre de base (é o meu suporte). está fechado, apesar de eu gostar que esteja aberto. mas assim dá para que seja outra pessoa a abri-lo, a participar, na história que também é minha, à sua maneira. e eu quero isso. eu gosto disso!
terça-feira, 26 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
terça-feira, 19 de abril de 2011
segunda-feira, 18 de abril de 2011
terça-feira, 29 de março de 2011
Sentou-se nas escadas ao pé da porta da rua. Só o fez porque aquela casa já não tinha o mesmo sabor. Tirou do bolso do casaco um maço de tabaco e acendeu o primeiro cigarro. De cigarro para cigarro ia passando de memória em memória. Aquelas que perduram sempre, mesmo quando as tentamos expulsar. E os cigarros não resolvem. Apagou o cigarro com a sola do sapato. Com força. Talvez com raiva. Mesmo sentado conseguia deambular sem saber onde pertencia. "era um uisque, por favor", era a única frase que lhe apetecia dizer. E depois do primeiro, deixou de estar só, naquela solidão assustadora, à porta da casa cuja chave já não entrava na fechadura. Simplesmente não podia.
sábado, 26 de março de 2011
quinta-feira, 24 de março de 2011
Dedico ao sabor do vento
Música: Ricardo Sotna e Gil do Carmo
Letra: Miguel A. Majer
Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Há amor amigo
Amor rebelde
Amor antigo
Amor de pele
Há amor tão longe
Amor distante
Amor de olhos
Amor de amante
Há amor de inverno
Amor de verão
Amor que rouba
Como um ladrão
Há amor passageiro
Amor não amado
Amor que aparece
Amor descartado
Há amor despido
Amor ausente
Amor de corpo
E sangue bem quente
Há amor adulto
Amor pensado
Amor sem insulto
Mas nunca tocado
Há amor secreto
De cheiro intenso
Amor tão próximo
Amor de incenso
Há amor que mata
Amor que mente
Amor que nada mas nada
Te faz contente me faz contente
Há amor tão fraco
Amor não assumido
Amor de quarto
Que faz sentido
Há amor eterno
Sem nunca talvez
Amor tão certo
Que acaba de vez
Ha amor de certezas
Que nao trará dor
Amor que afinal
amor,
Sem amor
O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
É acabar de maneira igual
E recomecar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre...
Que nao trará dor
Amor que afinal
amor,
Sem amor
O amor é tudo,
Tudo isto
E nada disto
Para tanta gente
É acabar de maneira igual
E recomecar
Um amor diferente
Sempre, para sempre
Para sempre...
terça-feira, 22 de março de 2011
segunda-feira, 21 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
segunda-feira, 14 de março de 2011
terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Caravana
Lá vamos nós pela estrada. Comprei pão para fazer torradas. Tu trouxeste o vinho para bebermos ao jantar. Carreguei no botão do rádio enquanto tu punha as primeiras mudanças. Arrancamos rumo ao desconhecido, na tentativa de nos descobrirmos a nós próprios. Aumentei o volume e comecei a cantarolar. Sorriste para mim e também entraste na onda. Demos por nós a rir da nossa figura. Estávamos felizes. Com uma mão direccionavas o volante, com a outra deste-me uma festinha no cabelo. Perguntaste-me se estava bem. (como não poderia estar? Tínhamos partido para a aventura, só eu e tu). Respondi-te com um beijinho no nariz. Continuamos estrada fora até encontrarmos um sítio bonito para ver o pôr do sol. Tirei-te a primeira fotografia de muitas. Foste buscar o vinho. Eu fui buscar os copos. E tu desenrolaste a nossa manta de muitos momentos. Sentámos-nos e brindámos. (a nós, à nossa maneira de sentir a vida). Escrevemos as primeiras palavras durante horas a fio. E vamos repetindo...
(sinto que já fiz esta viagem mais do que uma vez).
terça-feira, 28 de dezembro de 2010
Dance with me
Vamos?
Deste-me um beijinho e pegámos nas bicicletas. Sempre nos divertimos nos nossos passeios pela cidade. Víamos novas caras, sentíamos novos cheiros, provávamos o sabor da nossa companhia.
Vem ver o rio!
Eras incrível. Sabias o quanto amava o rio. Ficámos ali. Olhámos para ele durante horas.
Aproxima-te. Sente. Vem comigo.
Pediste-me e eu deixei-me levar. Abraçaste-me enquanto a chuva caia. Sorríamos um para o outro como era habitual.
Dançamos?
Encostaste-te a mim e segredaste. A ponte era o nosso palco. O rio o nosso tango. O vento os nossos efeitos especiais. E a chuva... a chuva era a prova de que tudo era real.
Levaste-me a passear. Mas está escrito no passado. Foi real?
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
sábado, 13 de novembro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
domingo, 10 de outubro de 2010
Imaginem a correria do mundo. Imaginem a pouca atenção que temos para com o outro. Imaginem os poucos sorrisos que fazemos. Imaginem a pouca alegria que demonstramos. Imaginem o pouco carinho que damos. Imaginem o pouco que aproveitamos... Agora que já imaginaram tudo isso, percebem que são muito poucos aqueles que não o conseguem imaginar porque não são assim. E ele não era! E ele é o meu tio Max.
Cada um tem um lugar específico no nosso coração. Eu sei que estás no coração de muitas pessoas por aquilo que eras na tua simplicidade. A vida são momentos e acredito que o tenhas ensinado a todos aqueles que se cruzaram contigo. Era uma maneira de estar na vida de forma muito peculiar: carinho, amizade, aventura, curiosidade, boa onda, aprendizagem, arte!
Palavras? Palavras já estão gastas como diria Eugénio de Andrade. Palavras só para me reconfortar a mim mesma por não poder passar mais momentos contigo. Vou ter saudades do teu sorriso e da alegria que transportavas incondicionalmente. Vou ter saudades da tua curiosidade de conhecer bem o outro. Vou ter saudades das tuas brincadeiras. Vou ter saudades das tuas festinhas e dos teus beijinhos. Vou ter saudades dos elogios que me fazias melhor que ninguém. Vou ter muitas saudades tuas.
Lembro-me da última "fotografia" que te tirei e de pensar que seria a última. Custou-me ver-te partir, mas custou-me ainda mais ver-te sofrer. Onde quer que estejas, estarás sempre no meu coração para alegrares o meu dia-a-dia e fazeres-me ver que a vida é muito mais do que uma simples vida. É a construção que fazemos do nosso caminho e ainda bem que fizeste parte do meu.
Sempre que sentir pressão no meu caminho, na minha vida, vou beber um fino e pensar no que um dia disseste: "Pressão? Pressão só nos finos!" Eras assim... um beijinho.
Cada um tem um lugar específico no nosso coração. Eu sei que estás no coração de muitas pessoas por aquilo que eras na tua simplicidade. A vida são momentos e acredito que o tenhas ensinado a todos aqueles que se cruzaram contigo. Era uma maneira de estar na vida de forma muito peculiar: carinho, amizade, aventura, curiosidade, boa onda, aprendizagem, arte!
Palavras? Palavras já estão gastas como diria Eugénio de Andrade. Palavras só para me reconfortar a mim mesma por não poder passar mais momentos contigo. Vou ter saudades do teu sorriso e da alegria que transportavas incondicionalmente. Vou ter saudades da tua curiosidade de conhecer bem o outro. Vou ter saudades das tuas brincadeiras. Vou ter saudades das tuas festinhas e dos teus beijinhos. Vou ter saudades dos elogios que me fazias melhor que ninguém. Vou ter muitas saudades tuas.
Lembro-me da última "fotografia" que te tirei e de pensar que seria a última. Custou-me ver-te partir, mas custou-me ainda mais ver-te sofrer. Onde quer que estejas, estarás sempre no meu coração para alegrares o meu dia-a-dia e fazeres-me ver que a vida é muito mais do que uma simples vida. É a construção que fazemos do nosso caminho e ainda bem que fizeste parte do meu.
Sempre que sentir pressão no meu caminho, na minha vida, vou beber um fino e pensar no que um dia disseste: "Pressão? Pressão só nos finos!" Eras assim... um beijinho.
sábado, 5 de junho de 2010
quinta-feira, 22 de abril de 2010
segunda-feira, 12 de abril de 2010
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
escstunis
Um pedacinho que me faltava para preencher o meu coração!
É com orgulho que me sinto nesta nova casa, nesta nova família. Neste turbilhão de sentimentos que crescem a cada instante, penso que na melodia da minha vida faltavam os sons únicos da escstunis para orientarem o meu caminho.
À Ju (por aquilo que és e pela dedicação e amor que mostras) agradeço seres a minha madrinha!
É com orgulho que me sinto nesta nova casa, nesta nova família. Neste turbilhão de sentimentos que crescem a cada instante, penso que na melodia da minha vida faltavam os sons únicos da escstunis para orientarem o meu caminho.
À Ju (por aquilo que és e pela dedicação e amor que mostras) agradeço seres a minha madrinha!
sábado, 2 de janeiro de 2010
Só por hoje
Uma vez, disseram-me que os artistas, em geral, eram diferentes. Talvez malucos, talvez com uma sensibilidade para além da normal, talvez com uma vontade de mostrar outros pontos e elementos da vida. É tudo uma suposição.
Se um músico não pode viver sem o som, se um pintor não pode viver sem o pincel, se um escritor não pode viver sem palavras e se só assim são felizes, mostrando "objectos" difíceis de compreender, porquê arranjar um motivo?
A verdade é que momentos de tristeza e nostalgia podem trazer à inspiração uma avalanche de emoções que desinibem os pensamentos. A verdade é que hoje é um dia para ser artista e partilhar com as palavras a música do meu coração...
Se um músico não pode viver sem o som, se um pintor não pode viver sem o pincel, se um escritor não pode viver sem palavras e se só assim são felizes, mostrando "objectos" difíceis de compreender, porquê arranjar um motivo?
A verdade é que momentos de tristeza e nostalgia podem trazer à inspiração uma avalanche de emoções que desinibem os pensamentos. A verdade é que hoje é um dia para ser artista e partilhar com as palavras a música do meu coração...
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
As primeiras férias no meio do Atlântico
Foi esta a minha primeira tentação na chegada. Ainda não tinha os pés na terra e já sentia a minha presença em Santa Maria. Olhar pela janela e ter a certeza que me aproximava da minha maravilhosa ilha foi como ter o mundo inteiro nas minhas mãos.
A minha praia formosa que nem num dia de chuva e frio me deixou de surpreender. Tinha saudades, sobretudo, do cheiro intenso do mar, do salitro, do barulho das ondas a rebentar, da encontas preenchida de cores que mudam consoante o tempo... Foi um momento harmonioso de paz interior e satisfação pessoal.
Família.
Ninguém imgania o quão bom é reunir estes reguilas todos dentro da carroça do Pai Natal. Enche a alma e o coração. Crescidos, bonitos e sempre traquinas são alguns dos elementos da minha família gigante de quem tinha imensas saudades.
Ninguém imgania o quão bom é reunir estes reguilas todos dentro da carroça do Pai Natal. Enche a alma e o coração. Crescidos, bonitos e sempre traquinas são alguns dos elementos da minha família gigante de quem tinha imensas saudades.
Natal.
A todos desejo o melhor Natal de sempre. Espero que o passem com as pessoas de quem mais gostam e partilhem com elas todo o amor que têm para dar, pois só assim faz sentido comemorarem esta época natalícia. O meu vai ser belíssimo!!!
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
domingo, 25 de outubro de 2009
O frio já começa a dar sinais da sua presença. Imagino-me com um casaco bem quente, luvas e gorro a passear pela Baixa a sentir aquele frio de Inverno por baixo das luzes de Natal. É a esta imaginação que chamo viver incondicionalmente de todas as formas.
Aqui em casa ouve-se música e sonha-se. Que bom é sentirmo-nos em casa num conforto tão próprio que nos proporciona os melhores prazeres da vida. É um misto de sensações indescritíveis, mas vividas intensamente.
Aqui em casa ouve-se música e sonha-se. Que bom é sentirmo-nos em casa num conforto tão próprio que nos proporciona os melhores prazeres da vida. É um misto de sensações indescritíveis, mas vividas intensamente.
sábado, 3 de outubro de 2009
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Partida
Agora é o tempo de pensar nas malas: grandes, compridas, coloridas, leves, pesadas, com rodas, sem rodas... nada disto interessa, quero o conteúdo, isso sim interessa!
Nesta preparação para a nova vida, não sei aquilo que devo levar. Não falo de materiais, não falo de coisas que não passam de simples coisas. Falo antes de mim, das minhas vivencias, memórias, aprendizagens e recordações. Apesar de seguirmos o nosso caminho, dia após dia, noutros rumos, não nos podemos esquecer daquilo que já passou, daquilo que fomos, do que deixamos.
A viagem é longa, mas acredito que as minhas malas de todas as cores e feitios irão conseguir transportar tudo aquilo que a vida me deu e me ensinou, deixando sempre um espaço para guardar aquilo que irei encontrar agora.
Para esta formosa e fantástica ilha, um beijo de saudade e nostalgia. Em Dezembro voltarei para abraçar o meu recanto!
domingo, 6 de setembro de 2009
2351m
Para terminar o Verão em grande, nós (Inês, Isabel e Helenita) partimos à descoberta de um novo mundo! O sonho sonhado e imaginado levou-nos a subir o ponto mais alto de Portugal. Aos 2351m de altitude, tanto vimos o pôr como o nascer do sol. As cores, as emoções, o nervoso, as sensações são indescritiveis. Chegar ao topo e sentirmo-nos bem por termos conseguido e tão insignificantes num mundo onde cada dia pode ser mais uma descoberta, mais uma aventura, mais uma emoção.
A ilha do Pico está envolvida numa magia que nem eu consigo descrever. As pessoas, as paisagens, o clima fez-nos viver uns dias plenos de turístas de mapa na mão em busca do melhor que o Pico tinha para nos dar.
Fiquem com estes momentos. Eu ficaria mesmo por lá...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Recanto
Este é o meu local de eleição. É por aqui que ando. Espero cá voltar sempre que me for possível. O mar, o céu, a areia, as montanhas, o sol, a lua, as estrelas, a brisa, o vento, as pessoas, o crepúsculo, as cores, as vivências, o lar, os sorrisos, a liberdade, as recordações, as emoções,a nostalgia... a grande nostalgia!
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Migas
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Encontros

Ela olhava para mim. Os seus olhos claros brilhavam. Aquele tom azulado metia-me medo. Via de longe. Abandonada. Sozinha. Tal como vemos o horizonte e queremos chegar a ele, eu queria chegar a ti. Mas não sabia. Estavas ali, lá, além. Escondias-te em ti mesma. Pensei em libertar-te. Acelerei o passo. Aproximei-me. Com calma. Encolheste-te. Agarraste-te em ti própria. Estavas com medo de te libertares. Analisei o teu rosto coberto. Contemplei os traços do teu corpo. Ali estava ela. Que náusea. Que angústia. Baixei-me. Ficámos frente a frente. Continuavas frágil. Olhei-te. Derreti-me com a tua disponibilidade. Quis tirar-te o pano que te envolvia a face. Não tive coragem. Ias ficar ferida. Eu não queria isso para ti. Sorriste delicadamente pela primeira vez. Senti-me correspondido. Não quis incomodar-te mais. Levantei-me. Com ternura encarei o que me transparecias. Continuei a linha da minha vida. Ao caminhar apeteceu-me olhar para trás. Ver-te mais uma vez. Quando o fiz já não estavas lá. Hoje deixo as minhas pegadas. O vento levar-nos-á a um próximo encontro.
terça-feira, 21 de julho de 2009
Barco de remos
Era demanhã cedo. Quando abri a janela senti um calor intenso. O primeiro pensamento foi sair do palheiro. O campo estava ainda mais verde. Eu via um contraste de cores (verde, castanho, azul) que se completavam. O sol estava lá em cima. O vento não se fazia sentir. Desci duas escadas do alpendre. Sentei-me na minha bicicleta antiga, com duas rodas gigantes, um sininho e um cestinho. A minha túnica verde, amarela, laranja, violeta e azul dava-me vida. Comecei a pedalar sem destino. Ao longe pareceu-me ver um lago. Aproximei-me. Era gigante. Encostei a bicicleta a uma árvore. Sentei-me à beira do lago e descalcei os meus sapatos de menina. Olhei para a água e apercebi-me do meu reflexo. Os meus olhos brilhavam. A minha boca parecia frágil. Os cabelos estavam delicados e caiam-me pelo rosto. Estava com uma expressão harmoniosa. Ri-me imenso de me ver a mim mesma. A minha mão apagou essa emoção. Levantei-me. Chapenhei ao longo do lago. Corri iluminada pelo sol e às gargalhadas. De cansaço atirei-me para a relva fofinha. Quando ergui a cabeça vi um barco de remos ao fundo. Estava lá um rapaz e vinha na minha direccção. Fui ao cestinho da bicicleta e tirei a minha máquina fotográfica. Tirei-lhe uma fotografia de longe. Depois, mais de perto. E mais perto ainda. Ele sorria para mim. Convidou-me a entrar para o barco. Entrei sem falar. A seguir, perguntei: "podes ensinar-me a remar?". Ele aproximou-se de mim e ensinou-me. Dei uma gargalhada. Ele olhou-me nos olhos. Tive um arrepiu. Ele voltou a sorrir. Levantei-me no barco. Quis aproveitar aquele momento de liberdade. Ele puxou a minha túnica para si. Caímos na água. Os corpos estavam molhados. Aproximei-me. Ficamos ali a olhar um para o outro a centímetros de distância. Olhávamos com os olhos, com o nariz, com a boca, com os ouvidos, com as mãos, com todos os sentidos. Uma emoção sentida para todo o sempre. Um olhar de prazer...
terça-feira, 23 de junho de 2009
domingo, 21 de junho de 2009
Ao longe
Ao longe descobri que conseguia ver melhor do que ao perto.
Ao longe encontrei um significado para as coisas.
Ao longe senti uma grande paz interior.
Ao longe reconheci todo o mundo.
Ao longe analisei os porquês dos elementos que nos rodeiam.
Ao longe a Natureza parecia ser rainha.
Ao longe acreditei que eu também poderia ser um horizonte.
Ao longe a matéria deixou de me interessar.
Ao longe dei valor ao sentimento espiritual.
Ao longe criei uma visão simplista, mas harmoniosa.
Ao longe amei as coisas na sua essência.
Ao longe as verdadeiras paixões permaneceram.
Ao longe entreguei-me, a mim, às emoções, às sensações, aos pensamenos, às reflexões...
quinta-feira, 18 de junho de 2009
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Eugénio de Andrade, Mar de Setembro
Eros
Nunca o Verão se demorara
assim nos lábios
e na água
- como podíamos morrer,
tão próximos
e nus e inocentes?
Nunca o Verão se demorara
assim nos lábios
e na água
- como podíamos morrer,
tão próximos
e nus e inocentes?
quinta-feira, 11 de junho de 2009
A vida é um sonho que se vive através de pensamentos imaginativos e cheios de cor. Tudo isto porque existe uma vontade dentro de nós que, inconscientemente, vai brincando com os momentos e com os pensamentos. Sem nos apercebermos aquilo que nos parece ser ilusão é a realidade. Uma realidade vivida intensamente mesmo que seja ilusão. Tudo é tudo. Nada é nada. No fim não resta nada, mas temos tudo. Pelo menos acreditarei que o nada e tudo se complementam sem contradições que nos fazem sofrer. Do nada eu retiro o tudo. Do tudo eu escolho o nada. Dá certo!
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