domingo, 12 de abril de 2009

Pé ante pé.
Um arrepiu por dentro.
Cabelos ao vento.
Viver loucamente.
A vida de loucuras.

sexta-feira, 6 de março de 2009

Aiii... e existem aqueles dias em que nos apatece fazer tudo e nada...

Ponho o gira discos a rodar e fico somente a pensar que nós não passamos disto e daquilo, que somos o espelho daquilo que queríamos ser e pensamos não o ser, que isto e que aquilo, que confusão!

Afinal?

O melhor de tudo, é mesmo dizer, pensar e fazer tolices. Olhar o mundo e sorrir!

Patapum

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Só quero um livro na mesinha de cabeceira

Entrar no quarto. Apagar todas as luzes. Guardar uma vela que ilumina. Deixar a roupa deslizar pelo corpo até cair levemente. Enfrentar a nudez harmoniosa. Olhar pelo canto da janela. Ouvir a Lua a segredar. Sentir a energia das estrelas. Observar as cortinas a tremer. Deitei-me em cima dos cobertores. Imaginei a pintura gravada na parede à minha frente. Liguei a aparelhagem. Suavemente fui ouvindo o ritmo que me envolvia. Rasguei o ar com brutalidade. Apareceste. As mãos falaram por si, num só toque. Abraçamo-nos no colchão. Desviaste-me o cabelo. Pintaste a minha personalidade e sorriste. Dei-te um beijo. Percebi que aquele tinha sido o nosso momento. Deitamo-nos de mansinho. Muito próximos. Muito cúmplices. Sentimos o virar de uma página. Ficamos ali. Simplesmente. A vela desvaneceu.

Ter um livro na mesinha de cabeceira, qualquer um o pode ter. Saber lê-lo, não é para todos. Ir virando as páginas tranquilamente é difícil, mas assim se aprende a viver.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Só quero um café quente pela manhã

Acordar e sentir o calor de alguém. Abrir a janela e deixar-me ficar a sentir a brisa. Um pássaro há-de pousar e cantar, uma folha há-de cair no rebuliço. Descalça e com pés de cinderela, percorro a casa. Sento-me no jardim na cadeira de embalar. Sinto a Natureza e a paz envolvente ao contemplar o lago que fica à minha frente. (Nada. Ninguém. Só eu e os meus desejos). Entro em casa e acendo a lareira. Deito-me no chão com o lápis e papel. De relance a presença de um ser é sentida. Os meus cabelos deslizam pelas costas enquanto brinco aos sorrisos. O olhar faz o pedido para que fique ali bem perto. O convite está feito. Ficamos os dois ali. Simplesmente a viver. Simplesmente a imaginar. Simplesmente a sonhar. Não queremos saber porquê. Só queremos abraçar a madrugada e deixarmo-nos levar.

Cada um de nós tem um pacote de açúcar para desfrutar. Fará mal? Não podemos ter medo de experimentar algo novo no nosso café da manhã. Viver, somente viver!
quero voar
pedir ao céu
o sopro de uma canção

suave e leve
como anoitecer

estrelas que sussuram
enquanto a lua me conta como está
ou quer estar
e não está

escuto o silêncio da conversa
como é bom velejar pela noite dentro
com um amante
a minha eterna e fiel companhia

envolvida no vazio dos pensamentos
singela e doce vida
abraçada amanhã...

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

quero imaginar que sou o que digo
e a minha mente brilharia
como as estrelas do céu.

mas as estrelas já não brilham
e eu não sei quem sou.

domingo, 18 de janeiro de 2009

Olhar para o infinito e deixarmo-nos sorrir. A quem não aconteceu isso? É belo. É delicado. É simples. É humano.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Just Perfect

Tenho mais pena dos que sonham o provável, o legítimo e o próximo, do que dos que devaneiam sobre o longínquo e o estranho. Os que sonham grandemente, ou são doidos e acreditam no que sonham e são felizes, ou são devaneadores simples, para quem o devaneio é uma música da alma, que os embala sem lhes dizer nada. Mas o que sonha o possível tem a possibilidade real da verdadeira desilusão. Não me pode pesar muito o ter deixado de ser imperador romano, mas pode doer-me o nunca ter sequer falado à costureira que, cerca da nove horas, volta sempre a esquina da direita. O sonho que nos promete o impossível já nisso nos priva dele, mas o sonho que nos promete o possível intromete-se com a própria vida e delega nela a sua solução. Um vive exclusivo e independente; o outro submisso das contingências do que acontece.

Fernando Pessoa, in 'O Livro do Desassossego'

domingo, 11 de janeiro de 2009

Uma caixa de desejos que tenho guardada dentro de mim

Acordar e sorrir. Abanar os cabelos molhados. Dar uma cambalhota. Pôr o rádio no máximo. Cantar espontaneamente. Fazer caretas. Pular em cima da cama. Dar um beijão. Dizer adeus a alguém que passa. Ficar de janela. Tomar um banho quente com espuma. Deitar ao pé da lareira. Viajar em sonhos. Comer gelatina e lamber os dedos. Derramar um balde de água por cima de nós próprios. Olhar ao espelho. Embalar um bébé. Mamar no dedo. Chorar de alegria. Dar um abraço. Contar uma história. Cheirar uma flor. Dar um mergulho no mar. Escrever na areia. Passear o cão. Imitar os pássaros a voar. Caminhar de mão dada. Colher uma laranja. Beber chá de canela. Puxar os cabelos. Comer gelado. Apontar o secador para alguém. Tirar fotografias. Ver o pôr do Sol. Sentir o Vento. Contemplar as estrelas. Falar com a lua. Escrever uma canção. Olhar nos olhos de alguém. Falar no silêncio. Guardar um segredo. Pintar uma parede às cores. Experimentar a liberdade de viver.

Esta é a sensação de que sermos loucos é completamente gratificante.
Mistério de caminhar sem saber para onde vou...

sábado, 10 de janeiro de 2009

O meu poema

Um sorriso meigo acalma-me o espírito. Por isso, passo a vida a sorrir. Não me importo de transmitir um acto de ternura e fazer estremecer a interioridade de alguém.

Vou passeando e transportando uma calma que me permite disfrutar de todas as sensações que os meus sentidos captam. Os ouvidos ouvem o som da Natureza. O nariz cheira a sua frescura. Os olhos vêem o que o coração sente. As mãos imaginam a beleza de um carinho. A boca saboreia as palavras pensadas.

Envolvo-me num abraço imaginário que me dá tudo o que consigo receber. Fico parada para poder apreciá-lo e memorizá-lo para sempre recordar. Sonho perdidamente e sem qualquer limite.

Não sei escrever poesia, mas este é o meu poema!

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Fernando Pessoa

Dizem que finjo ou minto
Tudo que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação.
Não uso o coração.

Pensei que eram minhas estas palavras...

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

podes fechar os olhos
recolher o diário
a respiração íntima das pequenas coisas
e não escrever mais nada
podes fingir que está a chover
para não ter de escutar
o peso do chão
podes até desistir de revelar a próxima estação
o próximo mistério azul da noite
que a viagem ainda tem muito que dizer
e é ela que te promete a poesia
cada vez que tomas o silêncio
pela asa mais delicada
Daniel Gonçalves

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pintura

Sentei-me. Ergui-me. Sorri. Senti a briza. Os olhos viam o que a mente imaginava. Os ouvidos ouviam uma melancolia imperfeita. A boca palrava o que o meu interior sentia.

Isto é a descrição de um quadro imaginário onde eu quero ser a personagem principal. Nesta tela estão representados os meus pensamentos, os meus desejos e ânsias. Para além disso, a minha história é evidente, porque a minha expressão transmite o que foi vivido.
As cores presentes são simples. O verde, o azul, o castanho e o branco, apesar de não serem as cores do meu coração, são as cores da minha vida. Nelas toda a magnificiência é transportada, pois com elas me encontro num mundo onde a calmaria reina sobre tudo e todos. Aí enrosco-me numa Natureza única.

Levantei-me. Corri desesperadamente. Ri com uma vontade enorme. Brilhei no meio do nada. Percorri o imaginário. Encontrei-me. Todos os sentidos estavam sincronizados. Manifestei o que sou... Um quadro onde a minha história pode ser adaptada mil e uma vezes, desde que seja apreciada sempre!

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

As palavras são o reflexo da nossa alma e mesmo que, por vezes, não consigamos falar, elas flutuam e chegam ao destino, falando no silêncio. Esse é o maior poder delas. Um poder tão autêntico, tão diferente e singelo.
Por isso falo no silêncio. Devagar, devagarinho...

terça-feira, 1 de julho de 2008

Carrossel


Quando ela era criança, andava todos os dias de carrossel. Todos os dias, num lugar diferente, com um sorriso diferente.

Interioridade

E roda e gira e gira e roda. Sem nos apercebermos tudo se torna num ciclo vicioso, daqueles que não têm fim. Cada coisa da nossa vida puxa outra e assim sucessivamente. Os momentos são tão iguais, mas tão diferentes. Nunca sabemos, mas será que queremos saber?
O mundo é bonito. As oportunidades são a forma que o mundo tem de nos permitir ser felizes. Às vezes não nos apercebemos e lá se foi mais um sorriso. Saber olhar, saber sentir, basta saber e depois o instinto faz o resto.
Não procurem, encontrem. O grande problema aparece quando não sabemos esperar para encontram o que falta. Tudo é um puzzle, mas neste puzzle as peças são adquiridas muito lentamente e com alguma sabedoria. Os que não fazem da vida um jogo para acabar de completar as peças, são os que desfrutam dos diferentes moldes de a saberem montar e juntar ao resto das outras. Todas têm a sua especificidade, necessitam de atenções diferentes, mais ou menos delicadeza, mais ou menos rapidez, mas todas são o meio para se atingir o fim. Quando esse fim chegar, a plenitude reinará e nós gritamos no silêncio tudo o que não se consegue ouvir, mas sentir.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

As vezes sentimo-nos perdidos em nós próprios, isto porque olhamos para o que nos rodeia e não nos identificamos com nada. Lá vamos nós procurar um ponto comum, algo que falta, algo que dê sabor aos momentos. Assim, perdemo-nos dentro de nós, devido a busca do não sei quê, não sei onde nem para quê.

sábado, 31 de maio de 2008

A vida é um direito e não uma obrigação...

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A magia das sensações


Existem sensações que nos marcam para sempre. Os sentimentos que nos guiam perduram durante alguns tempos e marcam a sua diferença.
Sinto-me realmente livre! Tenho a alma purificada e é tão bom.
A Natureza sou eu. Apercebi-me do quão importante ela é na minha vida. Azul, verde e castanho... mas que bela combinação! O vento a deambular sobre mim, a brisa do mar a invadir-me, o sol a iluminar-me, as plantas a acompanhar-me e os animais a sorrirem-me tornam-me distante daquela multidão em que não me quero tornar e fazem-me ser invisivel e feliz (uma combinação pouco provável, pensava eu).
Cada vez mais, tenho necessidade de refugiar-me em locais naturais. Apetece-me explorá-los, porque sei que me encontrarei como outro ser, como alguém que não me conhecia e isso faz-me pensar. Mais uma caminhada vou percorrendo com o intuito de entrar em novos mundos e deixar-me perder naquilo que realmente sou. O meu silêncio fala comigo e arrepia-me, faz-me avisos e dá-me conselhos sem que eu tenha necessidade de os pedir.
Esta capacidade de me encontrar, também me faz sentir perdida. Perdida no meio de valores que giram sobre mim e me fazem acreditar que tudo na vida tem o seu brilho, a sua magnificiência e fantasia.
Às vezes sonho acordada e deixo-me levar por esses desejos que me levam para um mundo da fantasia onde tudo é perfeito. A perfeição realmente existe, mas só se não formos muito perfeitos para a tentarmos encontrá-la. Não, não é difícil de compreender. Devemos valorizar as coisas simples e aquilo que nos rodeia e nunca tornarmo-nos seres simplórios e futeis. O que está ao nosso alcance é o que merecemos, é a nossa vida. Tudo é perfeito se assim quisermos que seja! :)