sexta-feira, 22 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
chego cansada. saio do carro e tiro a chaves da mala. abro a porta e entro em casa. nada mudou. está tudo no mesmo sítio. e sinto um cheiro que me conforta e me diz que este é o meu abrigo (aconteça o que acontecer). acontece todos os dias. saídas e entradas. e é sempre tudo da mesma forma. rotina, quotidiano. falta de um desafio ou outro. falta de coragem para mudar. sempre foi mais fácil deixar tudo como está. o que é diferente assusta-nos. muito. e é então que percebemos que nos deixámos ficar pela mesma porta e que afinal só usámos uma chave. mas são tantas as que carregamos no nosso porta-chaves. tantas fechaduras que ficaram por descobrir...
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP
Linha da Frente - Informação - Actualidades RTP 1 - Multimédia RTP
A abordagem podia ter sido diferente. Santa Maria podia ter sido explorada de outra forma. Mas aqui fica!
terça-feira, 21 de junho de 2011
na varanda estaria muito melhor (pensei). fui buscar aquela garrafa que me tinhas trazido para uns dos nossos jantares. sentei-me no chão frio com um copo numa mão e a garrafa noutra. e pensei que naquele momento poderia ter uma noite diferente. sozinha. foi então que me apercebi de que não sabia estar sozinha. enchi o copo e bebi. já me sentia acompanhada. eram turbilhões de pensamentos. tantos, tantos, tantos e tu ias e vinhas como quem não quer ficar. percebo-te. (percebo-te porque sei que a tua paragem não é a mesma que a minha. mas sei que um dia hei de voltar. um dia tu também hás de voltar. o dia pode não ser o mesmo. mas o motivo será). volto a bebericar o vinho. a varanda é grande demais para uma só pessoa. mas hoje quero-a assim, só para mim.
segunda-feira, 20 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
sexta-feira, 10 de junho de 2011
«Um dia, o mais provável é tornares-te um chato, deixares de sair à noite e começares a levar-te demasiado a sério. Nesse dia, vais começar a vestir cinzento e bege, pedir para baixar o volume da música e deixar a tua guitarra a apanhar pó. Vais tornar-te politicamente correcto, socialmente evoluído, economicamente consciente. Vais achar que tens de ir para onde toda a gente vai e assumir que tens de usar fato e gravata todos os dias. Nesse dia, vais deixar de beijar em público, as tuas viagens serão mais vezes no sofá e dormirás menos ao relento. É oficial. Vais entrar na idade do chinelo e deixar de ser quem foste até então. Vais deixar de te sentar ao colo dos amigos e vais esquecer-te de como se faz um quantos-queres ou um barco de papel. Vais ficar nervosinho se não trocares de carro de quatro em quatro anos e desatinar se o hotel onde estiveres não te der toalhas para o teu macio e hidratado rosto. Vais tornar-te muito crescido e começar a preocupar-te com tudo e com nada e a não fazer nada porque 'vai-se andando' e a vida é mesmo assim. Vais dizer não mais vezes, vais ter mais medo, vais achar que não podes, que não deves, que tens vergonha. Vais ser mais triste. Nesse dia o mais provável é que também deixes de beber refrigerantes.
Aqui fica uma ideia: quando esse dia chegar, não lhe fales»
quinta-feira, 9 de junho de 2011
domingo, 5 de junho de 2011
segunda-feira, 30 de maio de 2011
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