segunda-feira, 21 de março de 2011

quando tentamos encontrar aquilo que procuramos, essa coisa nunca chega a nós, ou então chega de forma errada. e mesmo que saibamos que só se deixarmos de querer tanto, é que conseguimos chegar lá. simplesmente não conseguimos desistir e continuamos a procurar.

quarta-feira, 16 de março de 2011

"eu não era a mais bonita, não era a mais talentosa, só queria aquilo mais do que qualquer outra pessoa"
o termo objectividade é demasiado subjectivo.

segunda-feira, 14 de março de 2011


Fujo. Mas fico no mesmo lugar.
às vezes fazemos coisas e arrependemo-nos... às vezes tem mesmo de ser.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Caravana

Lá vamos nós pela estrada. Comprei pão para fazer torradas. Tu trouxeste o vinho para bebermos ao jantar. Carreguei no botão do rádio enquanto tu punha as primeiras mudanças. Arrancamos rumo ao desconhecido, na tentativa de nos descobrirmos a nós próprios. Aumentei o volume e comecei a cantarolar. Sorriste para mim e também entraste na onda. Demos por nós a rir da nossa figura. Estávamos felizes. Com uma mão direccionavas o volante, com a outra deste-me uma festinha no cabelo. Perguntaste-me se estava bem. (como não poderia estar? Tínhamos partido para a aventura, só eu e tu). Respondi-te com um beijinho no nariz. Continuamos estrada fora até encontrarmos um sítio bonito para ver o pôr do sol. Tirei-te a primeira fotografia de muitas. Foste buscar o vinho. Eu fui buscar os copos. E tu desenrolaste a nossa manta de muitos momentos. Sentámos-nos e brindámos. (a nós, à nossa maneira de sentir a vida). Escrevemos as primeiras palavras durante horas a fio. E vamos repetindo...
(sinto que já fiz esta viagem mais do que uma vez).
a realidade é que só escrevemos quando estamos ou muito tristes, ou muito felizes. não sei como estou.

vício


Tinha saudades do caderno.
estou com medo de não me conseguir encontrar no meio de tantos fonemas, tantas letras, tantas palavras, tantas frases, tantos textos... onde pára a minha identidade? onde estão aquelas marcas em que me irei encontrar sempre? (eu e tu. é por isso que rendo às palavras.)

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Dance with me


Vamos?
Deste-me um beijinho e pegámos nas bicicletas. Sempre nos divertimos nos nossos passeios pela cidade. Víamos novas caras, sentíamos novos cheiros, provávamos o sabor da nossa companhia.
Vem ver o rio!
Eras incrível. Sabias o quanto amava o rio. Ficámos ali. Olhámos para ele durante horas.
Aproxima-te. Sente. Vem comigo.
Pediste-me e eu deixei-me levar. Abraçaste-me enquanto a chuva caia. Sorríamos um para o outro como era habitual.
Dançamos?
Encostaste-te a mim e segredaste. A ponte era o nosso palco. O rio o nosso tango. O vento os nossos efeitos especiais. E a chuva... a chuva era a prova de que tudo era real.

Levaste-me a passear. Mas está escrito no passado. Foi real?

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

"mudar não é para todos"

domingo, 14 de novembro de 2010

‎"Definidamente pelo indefinido...
Durmo irrequieto, e vivo num sonhar irrequieto
De quem dorme irrequieto, metade a sonhar"

sábado, 13 de novembro de 2010

‎"Fecharam-me todas as portas abstractas e necessárias...
Correram cortinas por dentro de todas as hipóteses que eu poderia ver na rua."

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

"Se um poeta consegue expressar a sua infelicidade com toda a felicidade, como é que poderá ser infeliz?"

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Há pessoas que não gostam de mim e há pessoas que gostam de mim. Eu estou para o mundo e gosto dele assim.

domingo, 10 de outubro de 2010



Eu ainda tenho tempo para dizer o quanto gosto dos meus pais!
Páginas.
Imaginem a correria do mundo. Imaginem a pouca atenção que temos para com o outro. Imaginem os poucos sorrisos que fazemos. Imaginem a pouca alegria que demonstramos. Imaginem o pouco carinho que damos. Imaginem o pouco que aproveitamos... Agora que já imaginaram tudo isso, percebem que são muito poucos aqueles que não o conseguem imaginar porque não são assim. E ele não era! E ele é o meu tio Max.
Cada um tem um lugar específico no nosso coração. Eu sei que estás no coração de muitas pessoas por aquilo que eras na tua simplicidade. A vida são momentos e acredito que o tenhas ensinado a todos aqueles que se cruzaram contigo. Era uma maneira de estar na vida de forma muito peculiar: carinho, amizade, aventura, curiosidade, boa onda, aprendizagem, arte!
Palavras? Palavras já estão gastas como diria Eugénio de Andrade. Palavras só para me reconfortar a mim mesma por não poder passar mais momentos contigo. Vou ter saudades do teu sorriso e da alegria que transportavas incondicionalmente. Vou ter saudades da tua curiosidade de conhecer bem o outro. Vou ter saudades das tuas brincadeiras. Vou ter saudades das tuas festinhas e dos teus beijinhos. Vou ter saudades dos elogios que me fazias melhor que ninguém. Vou ter muitas saudades tuas.
Lembro-me da última "fotografia" que te tirei e de pensar que seria a última. Custou-me ver-te partir, mas custou-me ainda mais ver-te sofrer. Onde quer que estejas, estarás sempre no meu coração para alegrares o meu dia-a-dia e fazeres-me ver que a vida é muito mais do que uma simples vida. É a construção que fazemos do nosso caminho e ainda bem que fizeste parte do meu.
Sempre que sentir pressão no meu caminho, na minha vida, vou beber um fino e pensar no que um dia disseste: "Pressão? Pressão só nos finos!" Eras assim... um beijinho.

sábado, 5 de junho de 2010

A verdade é que só nos importamos com os outros, quando acreditamos que eles ainda têm algo para nos dar...